Com o passar dos anos, os cibercriminosos descobriram formas de lucrar com a invasão de sistemas e máquinas alheias, representando uma grande ameaça para o cotidiano das empresas. Por conta disso, aproveitamos deste artigo para compilar as informações mais importantes sobre ataque ransomware.

Com essas informações, acreditamos que você terá uma base suficiente para escolher suas estratégias, aprimorando as soluções de segurança utilizadas com os seus clientes. Como perceberá na leitura, tratam-se de curiosidades fundamentais para os MSP — auxiliando diretamente na sua capacidade de proteger os dados dos seus clientes. Portanto, não perca tempo e acompanhe!

As 7 principais informações sobre os ataques ransomware

Assim como outros assuntos da segurança digital, esse é um tema bastante amplo e específico, exigindo uma boa dose de familiaridade para lidar com essas situações. Por isso, segmentamos o conteúdo em 7 tópicos, em que explicamos:

  1. o conceito desse ataque;
  2. os principais tipos;
  3. os prejuízos;
  4. o funcionamento;
  5. as prevenções;
  6. o diagnóstico e combate;
  7. a importância de contar com um serviço especializado.

1. A definição de um ataque ransomware

Ransomware é um tipo de malware que não tem como objetivo destruir informações, mas sequestrar dados da máquina infectada.

Ao se instalar no equipamento da vítima, o ransomware utiliza de criptografia para evitar que ela possa ter acesso às suas próprias informações, impossibilitando o uso da máquina.

Em alguns casos, ao ligar o equipamento o criminoso dá um prazo para a vítima pagar o resgate. Caso contrário, todas as suas informações serão destruídas.

Segundo Vinicius Durbano, CEO da Eco IT e especialista em Segurança e Proteção de Dados, esse modelo de ataque se popularizou nos últimos anos por se mostrar uma ótima fonte de renda aos cibercriminosos e pela impunidade, já que o resgate é pedido em Bitcoins — moeda virtual praticamente irrastreável.

Na maioria das vezes, o modelo de ataque ransomware não é direcionado a uma vítima em questão: os cibercriminosos seguem uma tática de distribuição massiva, utilizando-se de vulnerabilidades para isso.

“Você pode ter deixado o portão da sua casa sem cadeado, por exemplo, mas isso não significa que alguém vai entrar e roubar suas coisas. No entanto, essa é uma vulnerabilidade e as chances de ser roubado aumentam”, completa Durbano.

Como são ataques massivos, os cibercriminosos estão sempre explorando brechas. Quando eles as encontram, alcançam o sucesso na instalação do ransomware e no sequestro dos dados.

2. As principais famílias de infecções em ataques ransomware

Conforme o número de oportunidades de ataque cresce, com a adoção de tecnologia por mais e mais empresas, os modelos de aplicação do golpe também se diversificaram, sendo que hoje existem várias “famílias”.

A diferenciação é realizada principalmente pelo modus operandi da invasão e pela extensão utilizada pelos arquivos. Geralmente utiliza-se uma mesma base, ou seja, um malware já existente, para a criação de um novo. Entre as principais, podemos apontar os seguintes.

Dharma

Essa família já está em evidência desde meados de 2016, sendo que abrange uma série de extensões. É uma das mais replicadas.

Cerber

Distribuído às vítimas por meio de e-mails de spam, o Cerber adiciona a extensão “.cerber” nos arquivos infectados, impedindo o seu acesso.

Cryptolocker

Esse modelo de ransomware exige que o ataque comece com engenharia social, fazendo com que a própria vítima o instale na máquina.

Cryptowall

Por meio de uma série de códigos binários e instruções, consegue acesso até o cerne da máquina, burlando os antivírus e criptografando os arquivos.

Jigsaw

Referência direta a um filme de terror famoso, esse ransomware ameaça deletar todos os arquivos no caso do atraso do pagamento, pressionando a vítima.

Locky

Adicionando a extensão “.locky” nos arquivos de suas vítimas, esse vírus se espalha por meio de campanhas de spam e sites comprometidos. Já foi um dos mais distribuídos na rede.

Petya

Utilizando um link do Dropbox, esse ransomware é altamente eficaz em sua missão, tendo a capacidade de criptografar um HD inteiro rapidamente.

Wanna Cry

Um dos mais famosos ransomwares é o Wanna Cry, distribuído por e-mail e ataques de phishing com um documento de PDF malicioso. Utilizou-se por muito tempo de uma pequena falha de segurança que já foi corrigida, mas ainda é capaz de causar estragos em máquinas desatualizadas.

3. Os prejuízos provocados por esses ataques

Os ataques de ransomware são um grande problema para as empresas, pois têm um potencial para prejudicar fortemente os resultados de uma organização — seja por fazer com que perca informações importantes, seja por manchar sua imagem no mercado.

Na maioria das vezes, as corporações escondem que foram vítimas desse tipo de ataque de sócios e acionistas, pois isso acaba desvalorizando a empresa. Outro ponto é que, por não contar com estratégias de recuperação, a empresa acaba se tornando refém dos cibercriminosos, tendo de colaborar e pagar o resgate para não perder seus dados.Seja sua melhor defesa contra o cibercrime

4. As maneiras como esse cibercrime acontece

Ainda segundo Vinicius Durbano, existem basicamente 3 formas pelas quais os ataques de ransomware são aplicados. Veja a seguir!

Phishing

Essa técnica, que faz alusão ao termo pescar, em inglês, consiste em enviar e-mails falsos ou criar sites idênticos aos originais, fazendo com que o usuário instale o ransomware na sua máquina.

Engenharia social

Esse modelo é fortemente utilizado, uma vez que a maioria das empresas não informa seus funcionários sobre esses riscos. Nele, o criminoso entra em contato diretamente com o colaborador e, por meio de técnicas de conversa, o convence a instalar o vírus.

Vulnerabilidade

Os dois pontos acima também podem ser considerados vulnerabilidades, mas o conceito ainda vai além: está ligado à falta de tecnologias e processos que evitem o ataque direto a falhas de segurança, como sistemas desatualizados.

5. As melhores práticas preventivas

Ao mesmo tempo em que novas formas de ataque estão surgindo, também temos muitas iniciativas de proteção. É possível criar um ambiente seguro para os seus clientes. Confira algumas dicas a seguir.

Treinamento

Criar políticas de segurança e treinar os colaboradores é o primeiro passo para evitar a engenharia social e o phishing — duas das maiores formas de distribuição de ransomware.

Proteção

O investimento em antivírus gerenciados e o monitoramento remoto dos sistemas podem ser a única forma de detectar e evitar ataques com eficiência.

Backup

A utilização da tecnologia de backup é muito mais complexa do que seu uso atual na maioria das empresas — e vai muito além de apenas uma cópia. Investir em backup de qualidade pode salvar a empresa durante uma crise como essa.

Segurança em camadas

Para garantir a segurança operacional de uma empresa, é fundamental contar com uma estratégia de segurança em camadas. Essa solução segmenta vários níveis de proteção, com ferramentas de combate externo e interno. Normalmente, as 4 camadas são:

  • rede privada — com soluções de controle de banda, administração do tráfego, firewalls e afins;
  • e-mail — protegendo todos os domínios e endereços de comunicação interna, evitando a infecção por meio da abertura de e-mails maliciosos;
  • endpoint — protegendo e verificando a segurança dos dispositivos físicos que utilizam a rede da empresa, como computadores, celulares, servidores, tablets e afins;
  • backup — garantindo que a empresa tenha estratégias de recuperação contra ataques e acidentes, atualizando o armazenamento dos dados vitais periodicamente, tanto em mídia física como na nuvem.

Análise de arquivos em tempo real

Essa é uma estratégia aplicada sobre os dispositivos físicos. O objetivo aqui é realizar uma varredura em todo novo arquivo ou elemento conectado às máquinas, garantindo um diagnóstico rápido e uma reação imediata no caso de infecção.

Atualização

Todos os sistemas devem estar atualizados. Esse é um detalhe fundamental, pois assim você garante a confiabilidade das máquinas, aproveitando todas as correções de vulnerabilidades elaboradas pelas desenvolvedoras em seus últimos releases — tanto nos softwares como nos sistemas operacionais.

Proteção offline

Essa é uma estratégia complementar à análise de arquivos em tempo real. No entanto, a análise pode ser realizada online, sobretudo quando falamos de soluções de proteção de e-mail, com varreduras automáticas de anexos e remetentes.

Já como sugere o nome, a proteção offline prioriza a verificação da máquina e dos arquivos quando estes não estão conectados a nenhuma rede. Para tanto, é fundamental contar com um bom software antivírus, que esteja com um relatório de ameaças mais atualizado possível, facilitando a identificação de qualquer elemento malicioso.

6. O diagnóstico e combate por automação

No entanto, vale perceber a vulnerabilidade causada pelo fator humano — mesmo que se tenha os melhores softwares e práticas. Afinal de contas, a negligência, o equívoco ou o esquecimento podem prejudicar a operação, fazendo com que uma varredura seja ignorada ou procedimento evitado.

É nesse momento que a automação se demonstra uma solução definitiva, permitindo:

  • a personalização de políticas e rotinas, gerenciando e monitorando portas USB e tráfegos de pontos, adaptando a melhor reação de maneira imediata;
  • a reversão automática, neutralizando os ataques e substituindo os arquivos comprometidos por suas últimas versões limpas;
  • o isolamento aprimorado, possibilitando que a máquina infectada se desconecte da rede, evitando a infeção dos outros dispositivos.

7. A importância de contar com um serviço especializado

Então, é importante entender que os ataques ransomware serão cada vez mais comuns no futuro, uma vez que essa modalidade é um negócio lucrativo e seguro para os cibercriminosos, que se escondem atrás dos seus computadores em locais distantes.

Sendo assim, o investimento em segurança aplicada é cada vez mais urgente, garantindo que você tenha meios de proteger os seus projetos. É nesse cenário que apresentamos o leque de ferramentas da ADDEE SolarWinds MSP — tal como RMM, Backup, Service Desk e MailAssure — com os melhores recursos para garantir a proteção dos seus clientes.

Gostou deste artigo esclarecendo o que é um ataque ransomware? Então não perca a oportunidade de se aprofundar no tema. Entenda agora qual a melhor maneira de realizar o backup de recuperação de sistemas!

Rodrigo Gazola
Autor

Com muitos anos de experiencia em TI, trabalhando 24 horas por dia, 7 dias por semana, dá aula sobre excelência em workaholic. Apesar de ser especialista em MSP, adora quando o assunto é backup. Rodrigo esbanja bom humor (diz a lenda que seu segredo é cerveja, churrasco e Rock'N'Roll) e é o mais ativo daqui, já até pensou em rodar o mundo em cima da sua bike.

Escreva um comentário

Share This