MTD e WRT: conceitos para ir além do RTO e RPO

Saiba o que são essas siglas e a importância delas na tecnologia da informação

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Em outro conteúdo aqui em nosso blog, já falamos sobre os conceitos de RPO e RTO. E, dessa vez, iremos mais a fundo para tratar sobre os impactos que um desastre digital como uma perda de dados, ransomware, falhas de hardware, entre outros, podem causar. Hoje, vamos falar sobre MTD e WRT.

Os conceitos que vamos citar, não são novos. Eles já estão sendo utilizados há um certo tempo por médias e grandes empresas. Ficou curioso para saber mais? Então, acompanhe a leitura que vamos te explicar!

MTD e WRT: os conceitos que todo MSP precisa conhecer!

O que é RTO e RPO?

Primeiramente, antes de iniciarmos o novo assunto, vamos relembrar o que é RPO e RTO. Confira:

O que é RPO?

O RPO é uma sigla que significa Recovery Point Objective. Ou seja, um método de controle para calcular a quantidade de dados que uma organização pode perder em situações de paralisação ou de pane, devido a uma ameaça iminente de invasão.

O RPO serve para planejar um plano B quando os problemas forem irreversíveis. Ele é uma espécie de seguro para minimizar os problemas ao extremo e nada de relevante se perder.

Além disso, ele está relacionado com a periodicidade dos backups. Por exemplo, se um negócio utiliza uma política de backup diária às 22h, e teve uma pane às 18h, o seu ponto de recuperação será às 22h do dia anterior. Nessa situação, temos um RPO de 20 horas. Se a empresa faz 2 backups por dia, terá um RPO de 10 horas então. É cíclico!

O que é RTO?

O RTO significa Recovery Time Objective. Essa é uma outra métrica que conta com a função de avaliar qual é o tempo máximo que um sistema gasta para voltar à sua operação normal, após sofrer uma perda de dados, pane ou uma parada.

Dessa forma, o cálculo de RTO precisa levar em consideração todas as questões de prioridade daquele negócio. O fornecedor de de TI deverá fazer uma precisa avaliação da importância de cada elemento da infraestrutura para a empresa.

Tendo essa estimativa em mãos, o time de TI poderá criar soluções ágeis e, também, ferramentas adequadas para realizar todas as correções necessárias no tempo desejado.

Com o conhecimento exato do tempo máximo de uma parada em mãos, é possível contar com um plano de Recuperação de Desastres.

Bom, agora que você já viu as definições do que é RPO e RTO, chegou a hora de falarmos sobre os novos conceitos que você precisa saber: MTD e WRT. Está pronto? Então confira abaixo!

MTD (Maximum Tolerable Downtime): tempo de inatividade máxima tolerável

Esse conceito é exatamente o que parece, e trata-se do tempo máximo aceitável de inatividade. Ou seja, o período que uma corporação pode “tolerar” a indisponibilidade. Além disso, podem existir “partes” específicas de uma empresa com diferentes MTD.

Sendo assim, a criticidade está diretamente ligada ao tempo máximo tolerável. Então, quanto menor o tempo tolerável, mais crítico para o negócio é aquele departamento.

O tempo de inatividade tolerável (MTD) consiste em dois elementos:

MTD = RTO + WRT

Para exemplificar, temos logo abaixo uma imagem que representa a linha do tempo de uma operação impactada por um desastre.

Etapa 1: negócio operacional

Nessa etapa, todos os sistemas de TI estão funcionando corretamente.

Etapa 2: desastre

Aqui, há a necessidade de recuperar um dado ou o sistema completo. Na etapa 2, temos o RPO (Recovery Point Objective), o ponto no tempo em que o sistema será recuperado. Um sistema de backup com um único job ao dia pode ter um RPO de até 24 horas.

Estágio 3: recuperação

No estágio 3, a recuperação está em andamento. Mas, seus sistemas ainda não estão operacionais. O tempo necessário para a restauração dos sistemas é o RTO a partir do incidente ocorrido.

Estágio 4: retomada à produção

Aqui, seus sistemas estão totalmente recuperados e prontos para a produção, permitindo que você retorne as operações normais.

WRT (Work Recovery Time): tempo máximo tolerável para verificação dos sistemas

O WRT (Work Recovery Time), determina o tempo máximo necessário para verificar todos os sistemas, e está 100% relacionado à verificação dos sistemas, aplicativos, banco de dados, entre outros. Embora o WRT seja uma etapa crucial na recuperação de desastres, sua ação pode ser mínima ou até inexistir para alguns cenários.

Enquanto isso, o MDT (Maximum Tolerable Downtime) é a soma do RTO + WRT. Ou, em outras palavras, é o tempo total de inatividade.

Agora, gostaria de tratar de dois conceitos importantes: retenção e arquivamento. Vamos lá?

Retenção

A retenção define por quantos dias você armazena seus backups que é, normalmente, de 30 a 90 dias. Quanto mais dias, maior o tempo em que você poderá recuperar seus dados. O número de dias determina a quantidade de jobs na retenção.

Por exemplo, uma rotina de backup com retenção de 90 dias, possibilita que você restaure um dado de até 90 dias atrás daquela exata data.

Arquivamento

Os jobs selecionados para arquivamento não farão parte do processo de retenção.

Uma rotina de backup com arquivamento mensal, por exemplo, manterá esse job salvo por tempo indeterminado. Sendo assim, isso possibilita que você restaure aquele mesmo job além da retenção. A recomendação, é não ter períodos de arquivamento superiores a 36 meses.

Então, você entendeu a diferença entre retenção e arquivamento? Consegue identificar a importância de conhecer profundamente as necessidades do cliente para configurar corretamente?

Entender bem esses conceitos, é fundamental para quem trabalha como Prestador de Serviços Gerenciados de TI. Pois, além de entender bem, você também deve ter a capacidade de explicar sobre isso a terceiros. Ou seja, para seus clientes e para outros membros de sua equipe.

Caso tenha alguma dúvida sobre MTD e WRT, fique à vontade para entrar em contato conosco, vamos adorar esclarecer tudo para você. Além disso, não deixe de acessar o nosso blog. Nele, você pode encontrar muitos conteúdos sobre Serviços Gerenciados de TI!

Lembre-se que adquirir conhecimento sobre o mercado de TI, nunca é demais. Afinal, sabemos que as atualizações e novidades são constantes. Sendo assim, manter-se atualizado, é fundamental para quem trabalha nessa área!

Autor: Rodrigo Gazola

Especialista no mercado de prestação de serviços em TI, é considerado um pioneiro no modelo de Serviços Gerenciados (MSP) no Brasil. Apesar de possuir amplo conhecimento no modelo e no mercado MSP, seu verdadeiro fascínio está no universo do Backup, Backup, Backup! Com formação acadêmica em Eletrônica, Gestão em TI e um MBA em TrendsInnovation, demonstra paixão pelo que faz e nunca se cansa quando se trata de trabalho e aprendizado. Muitos dizem que o segredo do seu equilíbrio está nos 4 "B"s que adotou há algum tempo: Beer, Bike, Barbecue e Backup.

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