Recuperação de desastres de TI: passo a passo para ter efetividade

Descubra como proteger de vez os dados das empresas que atende

computador sofrendo um desastre de TI

A recuperação de desastres de TI é o processo de restaurar um sistema, dados ou informações após um desastre, como: interrupção no sistema, perda de dados ou ataques cibernéticos. É uma parte importante da estratégia de continuidade dos negócios, pois, ajuda a garantir que a empresa continue a funcionar mesmo em caso de interrupções inesperadas.

A recuperação de desastres envolve o planejamento, a implementação e o teste de planos de recuperação para garantir que as operações possam ser rapidamente restauradas em caso de desastre. Estes planos, geralmente incluem medidas para proteger dados, backups regulares e rotinas de recuperação, bem como, o uso de tecnologias de recuperação, como: ferramentas com tecnologias de Disaster Recovery

Mas, muitos Prestadores de Serviços de TI ainda têm dúvidas de como ter uma recuperação realmente efetiva nas empresas que atende. Nesse texto, vamos te mostrar o passo a passo para ter 100% de segurança em sua operação. Então, acompanhe a leitura e confira agora!

1° passo: reconheça os principais riscos à infraestrutura

Reconhecer os riscos na infraestrutura do seu cliente é importante para proteger o negócio dele contra ameaças digitais e garantir a continuidade da operação. Algumas das razões para fazer isso são:

  • Proteção de dados sensíveis: identificar os riscos de TI ajuda a proteger informações confidenciais, como dados financeiros, de clientes e de funcionários, contra vazamentos ou roubo.
  • Prevenção de interrupções no negócio: reconhecer os riscos de TI permite que a empresa tome medidas para minimizar a possibilidade de interrupções no negócio, como falhas de sistema ou ataques cibernéticos.
  • Melhoria da conformidade regulatória: algumas regulamentações exigem que as empresas protejam adequadamente os dados sensíveis. Reconhecer os riscos de TI ajuda a garantir a conformidade com essas regulamentações.
  • Valorização da marca: empresas que protegem adequadamente seus dados e sistemas podem melhorar sua reputação e fidelizar seus clientes.

Reconhecer os riscos de TI é fundamental para garantir a segurança da informação, proteger contra interrupções no negócio, e melhorar a conformidade regulatória e a segurança da marca.

2° passo: resolva as ameaças

Após essa listagem, o segundo passo é resolver as ameaças que podem causar mais impacto.

Vou te dar um exemplo: uma infraestrutura que não tem nobreak ou a carga do nobreak não suporta o tempo do job de backup, no caso de uma queda de energia.

Essa deficiência impacta diretamente no processo de backup, e são deficiências como essa que devem ser identificadas.

3º passo: considere análises frequentes de RPO e RTO

De fato, quanto maior o número de jobs de backup realizados, melhor. Então, sempre analise o RPO e RTO ideais para o cenário do seu cliente.

Vale lembrar que o RPO (Recovery Point Objective) é o método de controle que calcula a quantidade de dados que uma empresa pode perder em situações de falhas, como panes e paralisações, que podem surgir por meio de diferentes ameaças.

Ele é essencial para ter um plano B em situações como as citadas e atua como um ponto de segurança para minimizar os problemas e evitar que algo importante seja perdido.

Por sua vez, o RTO (Recovery Time Objective), avalia qual o tempo máximo que um sistema leva para retomar à sua operação normal, depois de sofrer uma perda de dados ou uma pane.

Portanto, para fazer esse cálculo, considere todas as prioridades da empresa que atende. Além disso, faça uma análise precisa da importância de cada elemento da infraestrutura de TI do seu cliente. Assim, você consegue criar um bom plano de Recuperação de Desastres, com soluções realmente eficazes para corrigir o que precisa ser ajustado no prazo adequado.

Do mesmo modo temos outros dois termos muito importantes quando falamos sobre o assunto. O MDT (Maximum Tolerable Downtime) representa o tempo máximo aceitável de inatividade. Já o WRT (Work Recovery Time), é o tempo máximo preciso para verificar todos os sistemas, aplicativos e banco de dados da empresa que você atende.

Tanto o WRT, quanto o MTD têm relação com o RTO. Confira mais detalhes no texto que escrevemos sobre o assunto!

Por fim, atente-se ao tipo de backup escolhido. Sem dúvida, a estratégia 3x2x1, entrega segurança na operação, já que garante que a empresa tenha três cópias das informações, duas delas armazenadas em diferentes mídias e uma fora do ambiente corporativo.

4° passo: defina a retenção do backup

Quando falamos sobre arquivamento e retenção do backup, estamos nos referindo ao ciclo de vida do serviço. Ter uma boa política de backup ajuda a definir que ele terá mais eficiência.

Para assegurar ainda mais sua qualidade, defina junto ao cliente os períodos de arquivamento e retenção, pois eles são de extrema importância.

O tempo de retenção, por exemplo, determina o período de armazenamento de dados e inclui diversos fatores como: privacidade, preocupações legais e outras questões.

Então, quando você define por quanto tempo as cópias são mantidas, sabe exatamente quais caminhos seguir e quais serviços devem ser realizados para evitar que, quando o tempo de retenção expirar, alguma informação seja perdida.

5° passo: faça testes frequentes de recuperação

Realizar testes frequentes é fundamental para garantir a proteção e a disponibilidade dos dados e informações dos seus clientes.

Realizar esses testes permite verificar se os dados estão sendo copiados corretamente e as informações estão completas e precisas. Isso ajuda a garantir que, em caso de necessidade, você tenha uma cópia de backup confiável dos dados.

Também permite verificar se é possível restaurar os dados de backup com sucesso. Isso ajuda a garantir que você possa fazer a recuperação rapidamente, em caso de emergência.

Além disso, pode te ajudar a identificar problemas nos processos de backup antes que se tornem graves. Por exemplo, se um teste de backup falhar, isso indica um problema com o seu hardware ou software de backup, que deve receber ajuste antes que se torne uma perda de dados total.

Os testes também garantem que você esteja preparado para emergências, como desastres naturais, falhas de hardware ou ataques cibernéticos. Sendo assim, ter uma estratégia de backup confiável e testada, dos dados, te ajuda a minimizar o impacto dessas situações.

Realizar testes de recuperação frequentes é uma parte importante de qualquer estratégia de proteção de dados. Por isso, não deixe esse ponto de lado.

Seguindo esses passos, você terá uma recuperação de desastres de TI realmente efetiva para aplicar em seus clientes.

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Autor: Rodrigo Gazola

Especialista no mercado de prestação de serviços em TI, é considerado um pioneiro no modelo de Serviços Gerenciados (MSP) no Brasil. Apesar de possuir amplo conhecimento no modelo e no mercado MSP, seu verdadeiro fascínio está no universo do Backup, Backup, Backup! Com formação acadêmica em Eletrônica, Gestão em TI e um MBA em TrendsInnovation, demonstra paixão pelo que faz e nunca se cansa quando se trata de trabalho e aprendizado. Muitos dizem que o segredo do seu equilíbrio está nos 4 "B"s que adotou há algum tempo: Beer, Bike, Barbecue e Backup.

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